domingo, 24 de abril de 2011

Aleluia! Aleluia! Ressuscitou! Aleluia!


Ressuscitou Cristo, minha esperança
Lit. do Domingo de Páscoa.

domingo, 17 de abril de 2011

Este é o tempo favorável Semana Santa


Domingo de Ramos

Não é possível fazer o esquema das semanas passadas. A riqueza das leituras de hoje, obrigam a uma abordagem diferente. Entramos na Semana Santa (Semana Maior, como também é conhecida). Para hoje proponho quatro momentos das leituras do dia.

1º E tanto as multidões que vinham à frente de Jesus como as que O seguiam, diziam em altos brados: Hossana ao filho de David! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas! Mt.21,9

A entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém. A submissão do povo, os de coração puro e os outros. Os que aparecem para a festa, para ver, para fazer multidão. Os exaltados e os adeptos. Todos estão lá. E gritam. É assim a multidão. Quantos estarão na Quinta? E Na Sexta, a gritar por Barrabás, só porque lhes disseram para gritar, como gritaram no Domingo, porque muitos o faziam. Quantos irão escarnecer, virar a cara ou espreitar, outra vez, junto à Cruz, para ver o que Ele faz… É assim a glória do mundo. A glória que o mundo dá.

2º Ora, pela festa da Páscoa, o governador costumava soltar um preso, à escolha do povo. Nessa altura, havia um preso famoso, chamado Barrabás. Quando eles se reuniram, disse-lhes: Qual quereis que vos solte? Mt.27.15-17


Eu, tu, nós Barabases…fomos nós os libertados. Somos nós os libertados: do pecado… da morte…da dor…da injustiça… Eu li isto hoje. Na liturgia em que eu participei, na Eucaristia de hoje, eu li, senti, vivi a libertação. Com Cristo no meu lugar. Ele ficou…eu fui… (Também li a continuação da entrada triunfal de Jesus. Vi o triunfo que o mundo dá…e a forma como as multidões se deixam levar, por uma voz que fale mais alto.)

3º Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! Mt.27.42


Não! Não pode! O amor não deixou. Tinha de obedecer, de amar, de salvar –me (nos). É interessante no tempo das liberdades. Das independências e emancipações pessoais, colectivas. Cristo o Senhor, encontra o seu limite. O amor. A obediência ao Pai. O sentido de missão. Não alegou o direito de Rei. Não alegou o direito a ser feliz. E foi livre tanto quanto quis, por obedecer ao amor ao Pai e a mim (todos nós).

4º Um deles correu a tomar uma esponja, embebeu-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber. Mt.27.48


Este anónimo, hoje marcou-me. Seria um soldado romano, presume-se. Teve um gesto aparentemente cruel, mas o objectivo era atordoar os punidos e por isso davam-lhes de beber, como noutra passagem se conta, bebidas que supostamente aliviavam. “Correu a …” Quantas vezes, os anónimos estão discretamente e podem fazer diferença. Quantas vezes, eu, tu, anónimos, emprestamos insuspeitamente um lado humano ao quotidiano. Deixemo-nos tocar, como este que correu depois de ter ouvido Eli, eli lema sabactani! Provavelmente não percebeu a frase. Provavelmente teve medo. Ou Cristo no seu sofrimento tocou-o.

Corramos ao amor. Hoje corramos à oração por todos os que sofrem. Pelos que sofrem sem Deus.



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domingo, 10 de abril de 2011

Este é o tempo favorável 5ª semana

Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; E todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?» Jo. 11,25-26



Num momento em que como Nação nos sentimos morrer. Num momento em que as dificuldades são tantas e tantos nos prometem/garantem que ainda será pior e por muito tempo…estas palavras do Mestre caem com água em terra ressequida.



Às mortes individuais que enfrentamos, fruto do nosso e dos nossos pecados, a começar pelo da desesperança, é necessário uma resposta clara. Acredito Senhor! Não sei como é consigo leitor. Eu digo, acredito porque Tu, Mestre o dizes. Só porque Tu... meu Senhor.



Tira Senhor a pedra *. Tira as nossas pedras. As que nos impedem de caminhar. As que nos atiraram e as que temos prontas para atirar. As que nos fazem tropeçar. As que nos impedem de sair da sepultura dos nossos erros que já cheiram mal.

No versículo 35: Jesus começou a chorar. Algumas destas lágrimas do Senhor serão certamente pelos Lázaros do Japão, da Líbia, da Costa do Marfim. Por cada Lázaro e suas famílias que só Ele conhece.

Juntemos a nossa dor em oração, por eles, por todos os que sofrem.



*Jo. 11,39


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sábado, 9 de abril de 2011

Artigo do Dr. Pedro Afonso

Mão amiga enviou-me excelente artigo do Dr. Pedro Afonso, publicado no Público, 2010-06-21 médico psiquiatra. Aqui transcrevo um excerto. São sempre perigosos os excertos pelo risco que algo fora do contexto pode comportar. Penso que não altero o espírito da prosa que achei particularmente sábia e cheia de humanidade. A minha pequenez não me permite conhecer o autor, a quem endereço, em quanto cidadão anónimo o meu obrigado pelo que disse e porque ao dize-lo vai renovando como outros aqui e acolá a esperança na existência de gente séria e com dignidade no nosso país.




Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

domingo, 3 de abril de 2011

Este é o tempo favorável 4ª semana

Eu fui, lavei-me e comecei a ver Jo 9,11


Começar a ver. Todos necessitamos desesperadamente de ver… a solução para a crise, o caminho a percorrer para que isso aconteça. Seja a crise que a Pátria atravessa, sejam as nossas crises pessoais, grandes ou pequenas. A dos pequenos pecados às incoerências maiores que nos fazem sentir menos…nós.


O versículo é claro. Eu fui. Temos de ir. Lavei-me e comecei. É tempo de lavar a alma da desesperança. Ainda que não vejamos. Ele manda. Vai lavar-te. Temos de ir lavar-nos na água do enviado (Siloé). Ele veio para que mergulhássemos. Para que nos banhássemos. E começássemos.


Para esta semana um oração silenciosa para o Japão: pelos 12.009 mortos, os 15.472desaparecidos e as suas famílias. Uma oração para que comecemos a ver a esperança para a nossa Pátria.


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